Seguro de vida é um bom investimento?

seguro de vida

A primeira coisa que precisamos entender é: seguro de vida não é investimento. É importante? É. E muito. Mas não é investimento. Entendido isso, podemos pensar em escolher entre um seguro de vida e outras opções como previdência, investimentos de longo prazo, títulos públicos, dentre outros. Tenho visto cada vez mais pessoas encarando esse tipo de segurança como um complemento financeiro para o futuro de quem o contrata e também de seus dependentes.

Independente da idade, esse assunto é muito importante e merece atenção. Muitos jovens acabam deixando de lado e não se preocupando com isso, mas a verdade é que quanto antes você optar por um “produto” como esse, mais barato será. Ai entra a questão do planejamento que eu tanto falo. Tanto um seguro como um investimento te darão retornos no futuro, guardadas as devidas proporções. No caso do seguro de vida é praticamente uma proteção contra riscos, como acontece com um seguro de automóvel. Desde seu primeiro ano de vida você pode ter um seguro, claro que as apólices são pensadas para atender as necessidades do assegurado respeitando as fases da sua vida. Por isso, uma pessoa mais velha tende a pagar mais caro, uma vez que está mais vulnerável aos problemas de saúde, por exemplo.

Diferente de um investimento financeiro (onde os objetivos são na obtenção de maiores rendimentos no futuro), o seguro de vida não segue essa lógica, ele não te devolve uma quantia em dinheiro maior do que a que você aplicou, mas em contrapartida ele te protege e te assegura em casos de doenças, acidentes, invalidez por motivos naturais e morte. Ele cobre gastos que você teria em qualquer uma dessas situações entre várias outras opções de cobertura.

Ai você me pergunta: se eu tiver uma quantia que posso aplicar por mês, faço investimentos ou compro um seguro de vida? Esse é o X da questão. Não existe uma receita de bolo. Existe você entender em quais casos o seguro é indispensável. Se você estiver dentro desse grupo, você precisa se atentar para isso. E se você não se encaixa no momento nessa realidade (de ter um seguro indispensavelmente) você pode se planejar para além das aplicações, adquirir um seguro. Lembre-se: quanto antes, melhor.

E qual é esse grupo de pessoas que precisam mesmo de um seguro: recomenda-se que pessoas que dependem do seu trabalho como única fonte de renda, pessoas que têm dependentes financeiros ou de maneira geral, e pessoas com histórico de doenças hereditárias graves, adquiram esse tipo de proteção. O seguro é uma garantia de recursos à sua família caso você venha a falecer, recursos para você viver caso não possa mais exercer sua profissão.

Ainda assim você pode se questionar se não seria melhor optar por um investimento com rendimento à longo prazo. Minha intenção aqui não é te fazer optar pelo seguro ou pelo investimento X ou Y. Quero é que você entenda em qual fase da vida está e considere o seguro como mais uma opção de garantir melhor seu futuro. Você pode ler meus posts sobre investimento. Tem muitas dicas de quais são melhores em cada caso e quais não valem a pena. Este é para te mostrar que seguro de vida é algo que precisa ser pensado. O ideal é que você consiga investir e ter um seguro. Assim, seus rendimentos futuros podem ser para o momento de vida em que você gera menor renda ou muitas vezes zero, sem necessidade de reduzir seu padrão de vida, podendo de fato, neste tempo, aproveitar o dinheiro que poupou. O custo-benefício é muito maior do que conseguimos mensurar, mas como não é hoje, agora, a maioria das pessoas não

Por tudo isso, vale a pena refletir e se organizar para, de alguma forma, garantir mais tranquilidade ao seu futuro. O futuro é logo ali.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.